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Aplicações móveis movimentam US$ 500 bilhões no mundo PDF Imprimir E-mail

Fonte: www.itweb.com.br
Por:
Christina Stephano de Queiroz | especial IT Web

Data: 17/02/2010

 

Baseados no sucesso da Apple com o iPhone, especialistas chamam a atenção para a necessidade de se criar padrões comuns para mobilidade

 

Estimado em meio trilhão de dólares, o mercado atual de aplicações moveis passa por um momento decisivo no mundo. De acordo com especialistas como David Thodey, CEO da Telstra, e Michael O´Hara, CMO da GSMA, o segmento é fundamental para impulsionar o avanço do setor de mobilidade. Em palestra feita no Mobile World Congress 2010, em Barcelona (Espanha), O´Hara explicou que os interessados em aproveitar este filão de mercado devem prestar atenção no exemplo da Apple - que não participa de eventos organizados por terceiros, mas que foi citada por pelo menos três keynotes speakers como referência na indústria de telefonia móvel.


"A Apple é bem-sucedida, pois tem uma plataforma de fácil desenvolvimento, uma forte comunidade de desenvolvedores e oferece um portfólio completo de aplicações", resumiu o executivo, denominando iniciativas como as de Nokia ou Google na área como imitações da companhia. O´Hara lembrou, ademais, que em 2009 o tráfico por internet móvel foi de 0,09 Eb (exabits) por mês, sendo que neste ano o número deve chegar a 0,2 Eb, atingindo 3,6 Eb por mês até 2014.

 

Para suportar esse tráfico crescente, o especialista prevê investimentos de US$ 72 milhões em tecnologias de banda larga móvel neste ano no mundo. Para ele, o que se vê no mercado hoje são ilhas de criação, que ignoram as diferenças dos concorrentes e perdem oportunidade na área de aplicações GSM. O grande desafio, portanto, está relacionado com o estabelecimento do que poder ser integrado e como. "Haverá ambientes que serão o lixo do mercado", opinou David Thodey, CEO da operadora australiana Telstra. Ele acredita, ainda, que em dois ou três anos existira de duas a três plataformas dominantes no mercado, comparando-se as cerca de dez disponíveis hoje.


Thodey calcula que das 1,138 milhão de unidades vendidas na área de aparelhos móveis no mundo, somente 15% foram smartphones. Além disso, as empresas do ecossistema de mobilidade só recuperam 10% do investido. Outros problemas apontados pelo especialista são a quantidade elevada de marcas de smartphones e suas respectivas incompatibilidades de plataformas. "Cerca de 70% do mercado mundial ainda é de usuários de celulares avançados e esse representa um público importante a ser conquistado", opina o executivo.

O´Hara, CMO da GSMA, por sua vez, acredita ser fundamental criar uma rede comum de aplicações, que forme uma comunidade engajada e cubra uma área ampla de funcionalidades, entre elas de troca de mensagens, para pagamentos online e localização geográfica. Do lado das operadoras, também urge o estabelecimento de conceitos, práticas e critérios comuns, para estimular todas as comunidades de desenvolvedores. "Os portais das operadoras precisam funcionar como lojas de aplicações", exemplificou O´Hara, que estima que o mercado de equipamentos móveis some 5 bilhões de unidade globalmente.

 

Já os desenvolvedores devem criar soluções que possam ser usadas em ampla região geográfica, assim como oferecer opções de plataforma aos clientes finais. Na sua visão, é preciso buscar formas de que a receita seja compartilhada entre todo o ecossistema.


 


 

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