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Fonte: www.interit.com.br Por: Da Redação
Data: 10/09/2010
 Estudo da PricewaterhouseCoopers aponta o crescimento do uso destes itens por consumidores e médicos (Foto: Reprodução)
Relacionar dispositivos móveis a saúde ainda pode soar um tanto quanto estranho, mas já há algum tempo podemos observar o quanto estes itens, hoje essenciais para muitos, podem também ser utilizados no controle e monitoramento da saúde pessoal.
Segundo um estudo realizado pelo Instituto PricewaterhouseCoopers, três em cada dez norte-americanos afirmam utilizar o celular para este fim e 40% estariam dispostos a investir num dispositivo de monitoramento remoto que envia informações diretamente ao médico particular. As informações são do portal InformationWeek.
Após entrevista com 2.000 consumidores e 1.000 médicos, os resultados destacaram que a tecnologia sem fio, monitoramento remoto e dispositivos móveis estão mudando uma cultura de cuidados relacionados a saúde.
Cerca de 56% dos consumidores apóiam o controle remoto da saúde e 41% gostariam de possuir dispositivos móveis para cuidar melhor de sua saúde. 31% estão dispostos a integrar aplicativos em seus dispositivos para monitorar e controlar suas informações pessoais de saúde.
Outro ponto observado foi que quatro em cada dez entrevistados pagariam por um dispositivo e uma mensalidade para que um aplicativo de telefonia móvel pudesse enviar mensagens de texto e emails com lembretes para ajudar no controle de medicamentos. 27% acreditam que esta funcionalidade seria útil para eles.
Em relação ao contato direto com o médico, 40% pagariam por um aparelho de monitoração e uma assinatura mensal que enviasse automaticamente mensagens sobre sua saúde pessoal como freqüência cardíaca , pressão arterial , glicemia e peso.
O instituto estima que o mercado anual de consumo de dispositivos para controle remoto da saúde e de monitoramento e serviços móveis deva saltar de US $ 7,7 bilhões para US$ 43 bilhões com base nas respostas.
"Empresas que estarão bem posicionada competitivamente são aquelas que podem integrar mobilidade na saúde na prestação de cuidados e na criação de valor no sistema de saúde, ajudando os médicos e seus pacientes numa melhor gestão da saúde e bem-estar através da personalização de massa", disse Daniel Garrett , executivo da PricewaterhouseCoopers.
O estudo também analisou o uso de dispositivos móveis pelos médicos e constatou que 63% deles utilizam aparelhos pessoais com soluções móveis de saúde não ligadas a práticas ou sistemas do hospital em que trabalham. 56% dos médicos que usam estes dispositivos acreditam que eles agilizam a tomada de decisão e 40% afirmam que o uso diminui o tempo gasto na administração.
Um fator de importância observado pelo levantamento foi que ainda há muitas barreiras para a adoção desta tecnologia, pois não há um investimento suficiente ainda nesta área. Nem a indústria da saúde desenvolveu um plano para transações eletrônicas envolvendo estes aparelhos. No entanto o Instituto ressalta que esta realidade está mudando.
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